“Carreguei a tocha para você enxergar meu filho, uma criança igual às outras”

Texto publicado no GloboEsporte.com

Eu era uma jornalista olímpica que praticamente ignorava o esporte paralímpico. Eu não sabia que 23,9% dos brasileiros têm algum tipo de deficiência. Quase um em cada quatro. Onde essas pessoas estavam que eu não via??? Quem me fez enxergá-las foi Bernardo, meu filho mais velho. Ele tem 3 anos, é moreno, bonitão, inteligente, engraçado, arteiro e tem síndrome de Down. E foi por causa dele que conduzi a chama paralímpica nesta quarta-feira, dia da cerimônia de abertura da Rio 2016.

Já tive oportunidade de cobrir duas Olimpíadas, dois Pans e uma porção de etapa do Mundial de surfe. Mas nada disso hoje tinha importância para mim. Eu carreguei a tocha para que você enxergue meu filho, uma criança igual a qualquer outra.

Confira o texto completo do GloboEsporte.com aqui

tocga

 

Anúncios

O (1°) DIA EM QUE VIREI UMA FERA

Sábado de sol, eu, Ricardo e Bernardo tomando água de coco em um quiosque no Leme…

1-XVpON5NdXg-SXs2eDBBhaw

 

Na mesa ao lado, uma mulher de uns 60 anos conversava , em voz suficientemente alta para se escutar ao longe.

“Não vou votar no Romário. Só porque ele tem uma filha síndrome de Down?”

Arregalamos os olhos. Ela continuou o discurso. Continuar lendo “O (1°) DIA EM QUE VIREI UMA FERA”