Inclusão na TV e no rádio

evaldoEntrevista na Rádio Globo sobre esporte, Paralimpíada, inclusão, etc… Alegria enorme de ser entrevistada pelo Evaldo José, que foi meu professor na escola. OUÇA AQUI (a partir do 11º minuto)

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Entrevista na Rádio CBN: “Paralimpíada é ótima oportunidade para discutir inclusão”. OUÇA AQUI

Entrevista no Estúdio i, da GloboNews. Que honra sentar ao lado da Maria Beltrão. ASSISTA AQUI

 

 

 

 

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“Carreguei a tocha para você enxergar meu filho, uma criança igual às outras”

Texto publicado no GloboEsporte.com

Eu era uma jornalista olímpica que praticamente ignorava o esporte paralímpico. Eu não sabia que 23,9% dos brasileiros têm algum tipo de deficiência. Quase um em cada quatro. Onde essas pessoas estavam que eu não via??? Quem me fez enxergá-las foi Bernardo, meu filho mais velho. Ele tem 3 anos, é moreno, bonitão, inteligente, engraçado, arteiro e tem síndrome de Down. E foi por causa dele que conduzi a chama paralímpica nesta quarta-feira, dia da cerimônia de abertura da Rio 2016.

Já tive oportunidade de cobrir duas Olimpíadas, dois Pans e uma porção de etapa do Mundial de surfe. Mas nada disso hoje tinha importância para mim. Eu carreguei a tocha para que você enxergue meu filho, uma criança igual a qualquer outra.

Confira o texto completo do GloboEsporte.com aqui

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Indo para a escola

Texto originalmente publicado no Movimento Down

1-L3BarYD4GPwzNL3AwARs1g“Escola especial ou regular? Nunca tive essa dúvida: regular. Apesar de eu não ter estudado com nenhuma criança com qualquer tipo de deficiência, sei que as coisas mudaram para melhor. E caberia a mim dar mais um passo, matriculando meu filho numa escola regular. Bom para o desenvolvimento dele e para as outras crianças aprenderem, desde cedo, a conviver com o diferente. Continuar lendo “Indo para a escola”

Histórias de Mãe: dicas da mãe do Bernardo

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Texto originalmente publicado no site “Nice for kids”

“Ter um filho com Síndrome de Down não faz de ninguém uma pessoa melhor, mas a forma como você lida com isso, sim”.
Disse isso porque é importante agir com naturalidade, afinal o Bernardo é uma criança como outra qualquer. Ainda não encontrei muitas dificuldades, talvez justamente por isso. Ao perceberem que lido com naturalidade, as pessoas de fato vêem que a síndrome de down não é nada demais. Mas algumas pessoas que não me conhecem direito ainda me olham, ou falam coisas, com uma cara de pena. Isso me incomoda bastante, pois, de coração, não há motivo nenhum para ter pena de uma mãe de criança com Down. Nenhum.

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Síndrome de Down. E daí?

Texto publicado no blog “Ser mãe é padecer na internet”, no Estadão

sermaeAqueles olhinhos de japonês deixaram a dúvida no ar congelante da sala de parto. Eu, tremendo de frio, perguntei. A pediatra respondeu: “Não dá para afirmar. Parece que sim. Mas e daí?” Fui para o quarto; Bernardo, direto para a UTI (fez uma cirurgia no intestino — atresia duodenal, coisa simples).

Ali, sem ele, chorei. De medo.
Medo de ele ter problemas de saúde. Medo de ele ser destratado neste mundo por vezes cruel. E, principalmente, medo de eu não ser a mãe de que ele precisava.

Para ser a mãe de que ele precisava, eu teria que mudar. Hoje, sou a minha melhor versão. Graças a ele. Por quê?


Porque eu preciso ser uma mãe dedicada
, preciso brincar muito, estimular muito. Presto atenção a cada passo de seu desenvolvimento. E comemoro muito cada conquista.
Preciso ser uma profissional excelente, pois as terapias são caras, e eu não posso me dar ao luxo de parar de trabalhar.
Preciso ser muito organizada, para encaixar as atividades dele (fono/fisio/natação) e as minhas.
Preciso cuidar da minha saúde, pois tenho que estar bem para cuidar dele. Eu tinha deixado as atividades físicas de lado e, quando ele adoeceu, aos 11 meses, quase pifei. Aí vi que precisava cuidar de mim também.
Preciso estar sempre antenada aos assuntos ligados a inclusão. Afinal, até o ano passado eu não sabia quase nada sobre o assunto. Tive que correr atrás.
Preciso ter boas atitudes. Percebi que as coisas que escrevo/falo ajudam a conscientizar, a acabar com ideias ultrapassadas. Tenho certeza de que o preconceito se dá por desconhecimento. É muito legal ver como as pessoas que me cercam mudaram desde que o Bernardo nasceu.

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