Maternal II, aí vai ele!

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Preso à agenda, um papel: “Lista de material – MATERNAL II”
O que isso significa? Bernardo passou de ano!!!

No início de 2016, a coordenadora da escola tinha sugerido manter o Bernardo no Berçário II. Os motivos: ele tinha começado a andar havia pouco tempo e ainda não falava. A coordenadora, na verdade, estava insegura, e por isso entendo a preocupação. Ela tinha como exemplo uma ex-aluna, que avançou em circunstâncias parecidas e depois teve de voltar.

No entanto, a simples comparação, para mim, não poderia determinar a trajetória de Bernardo. Cada pessoa é única.

Eu posso errar muitas vezes e ter de voltar atrás, normal. Mas prefiro errar dando a oportunidade a ele, sem subestimá-lo.

Respaldada pelas opiniões da professora, da fono, da pediatra e do geneticista, insisti para que ele seguisse a turma de acordo com a idade. Deu certo. Bernardo evoluiu muito ao passar para o Maternal I. Muito mesmo. O ano de 2016 acabou e ficou a dúvida. Será que vai para o Maternal II?

Eu já tinha desconfiado de que ele passaria de ano, pois na última reunião de pais, a coordenadora usou nosso Bezoca de exemplo no início do encontro, ao falar de como as crianças se desenvolveram. Lembro que ela disse:

“Bernardo estava começando a andar, agora corre para todo lado, entende todos os comandos”.

Ou seja: o próprio Bernardo mostrou o caminho. O caminho é acreditar, dar oportunidade de a criança aprender.

Professoras (Maternal I e Berçário II), amigos da escola, fono/Padovan, fisio respiratória, professor de natação, pediatra, geneticistas e, claro, família e amigos. Todos fazemos parte dessa história.

Que a próxima professora, assim como todas que passaram pelo nosso caminho até agora, acredite que seus alunos, independentemente de deficiência, são capazes de aprender.

Vamos em frente!

 

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Alô? Cadê a Majú?

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Você fala “Alô” e bota a mãozinha ou algum objeto ao lado da orelha.
Você esconde o rosto com o trocador de fralda ou com a almofada e fala “Cadê?”. E ri pra caramba.
Você anda apoiando nos móveis.
Você obedece a alguns comandos: dá aqui, pega a pepê (chupeta).
Você adora brincar com seu irmão.
Você não gosta de ficar sozinha.
Hoje você faz 11 meses.

Observo quase hipnotizada cada detalhe de seu desenvolvimento.
Tudo natural, tudo lindo.


 

Por Gabi
Dia 24 de junho de 2016 

 

PROVA DE GENÉTICA: 47XY + 21

Geneticista: médico especialista em genética. Para nós, da família do Bernardo, o que importa é avaliar questões sobre o cromossomo extra que ele tem (47XY + 21). Fomos lá quando Bê nasceu, depois aos seis meses, um ano e agora, com dois.
Mas o que ele faz?
Pede e analisa exames, pergunta um monte de coisas e faz testes (uns físicos, outros cognitivos) . Avaliação geral: Bernardo está muito bem. Passou na prova.

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Tentando gravar um vídeo depois da consulta. Não rolou

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O nascimento de um pequeno vascaíno

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Foi em um domingo, dia 21 de julho de 2013, véspera da chegada do Papa Francisco ao Rio de Janeiro. Toda a minha família é Vascão, mas calhou de eu nascer justo no dia de aniversário do Fluminense.

Calma, pessoal. Cheguei com o pé quentinho. Mesmo o Vasco estando na pior, e o Flu entrar em campo festejando o Novo Maracanã, eu dei sorte para meu time. Quando mamãe desceu para a sala de parto, adivinhem? Goool de quem? Gol do Juninho! Ao sair de lá, o placar marcava 3 a 1 para o Vascão.

Nasci com olhinhos de japonês, um indicativo de que eu tinha um cromossomo a mais… Foi um susto de algumas horinhas. Passou logo.
Tinha umas 30 pessoas na maternidade e, como não apareci no telão, ao lado da cegonha, todo mundo ficou preocupado. Dei um abracinho na mamãe e no papai e fui correndo para a UTI, pois tinha atresia duodenal, uma obstrução no intestino. Precisava operar.
Mamãe e papai já sabiam da cirurgia; o olho de japonês foi surpresa.

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