Não somos invisíveis

Por Gabi Lomba

Eu me emociono toda vez que vou à CaminhaDown. E este ano mais ainda, pois caminhamos de mãos dadas com as famílias do autismo.

Aquele montão de gente ali, igual a mim. Fico tentando imaginar como foi o momento em que descobriram a deficiência, se tiveram rapidamente acesso a informação e estimulação, se estão precisando de ajuda, etc… Porque todo mundo precisa de ajuda em algum ou alguns momentos, independentemente de condição financeira ou qualquer outra coisa.

E fiquei pensando no quanto nossos filhos às vezes são invisíveis. Quer dizer… No quanto as pessoas fingem que eles não existem, que nós não existimos.

Outro dia eu tive a oportunidade de conhecer Maria Fernanda, uma bebê com microcefalia, neta de uma conhecida. Linda, de óculos rosa, calminha. A microcefalia, até aquele momento, era um pouco invisível para mim. Com Maria Fernanda no colo, pensei: poderia ser minha filha. E passei a amá-la. Ela, Bernardo…. Eles não podem ser invisíveis. Não serão.

É por isso que escrevemos, caminhamos….
Queremos que nossos filhos sejam vistos, e vistos como cidadãos.

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